A Segurança do Paciente é a prioridade para líderes e reguladores globais presentes na Conferência Global de Saúde da GS1

Mais de 330 líderes, reguladores e parceiros tecnológicos do setor da Saúde, provenientes de 40 países, marcaram presença na 32ª Conferência Global de Saúde da GS1 que decorreu em Chicago, entre 17 e 19 de outubro.

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Prestadores de cuidados de Saúde subiram ao palco para partilhar de que forma a utilização de Standards GS1 em contexto hospitalar promove a eficiência, a poupança e, o mais importante, a segurança do Paciente.

O Professor Terence Stephenson, presidente do General Medical Council, no Reino Unido, destacou o importante papel dos Standards GS1 no desenvolvimento de uma cultura de segurança em ambiente hospitalar.

Várias entidades hospitalares de diferentes regiões do Reino Unido partilharam como beneficiam com a utilização da informação resultante da leitura de códigos de barras GS1 em produtos, pacientes, prestadores de cuidados de saúde e localizações.

Outra presença muito notável nesta conferência foi as entidades reguladoras de diferentes países, como os Estados Unidos (a U.S. Food and Drug Administration – FDA), a Etiópia, a Turquia e o Brasil.

A implementação da identificação única de dispositivos médicos da FDA (UDI) está a ter cada vez mais importância nos processos hospitalares nos Estados Unidos. Mercy, a quinta maior rede de saúde católica dos Estados Unidos, explicou como a implementação desta identificação melhorou o fluxo de trabalho nas salas de operação. Betty Jo Rocchio, Vice-Presidente para a Aceleração de Desempenho Peri-operatório da rede Mercy, afirmou, “Estamos a trabalhar na otimização do nosso inventário, garantindo que os dispositivos que entram na sala de operação são geridos de forma eficiente e que os custos de cada caso são calculados com precisão. Este é um fator determinante para nós, pois representa a forma como medimos o nosso desempenho financeiro e, mais importante, documentamos a forma como cuidamos dos pacientes.”

As atualizações de regulamentos como a Lei de Segurança da Cadeia de Abastecimento de Medicamentos (DSCSA) da FDA nos Estados Unidos, a Diretiva Europeia dos Medicamentos Falsificados (FMD) e a Legislação Farmacêutica Brasileira destacam o progresso na melhoria da segurança da cadeia de abastecimento de forma a alcançar a rastreabilidade dos produtos farmacêuticos no combate à falsificação. Produtores e Distribuidores da indústria farmacêutica a nível global – AmerisourceBergen (ABC), Johnson & Johnson, McKesson e CVS Health – partilharam as suas estratégias multidisciplinares para a serialização de produtos e interoperabilidade.

A rastreabilidade foi também destacada na apresentação da USAID, Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, como o caminho para fortalecer os cuidados de saúde e melhorar os programas de planeamento familiar nos países em desenvolvimento. Dr. Ramy Guirguis, assessor sénior de tecnologias da informação, partilhou como a USAID, em colaboração com outras organizações, está a trabalhar com autoridades nacionais e fornecedores no sentido de implementar os Standards GS1 na captura e partilha de informação sobre medicamentos farmacêuticos. “Podemos ter ganhos de visibilidade dos medicamentos enquanto circulam na cadeia de valor,” explica o Dr. Guirguis. “E através de uma plataforma comum, conseguimos tomar decisões atempadas para evitar a rutura de stocks e salvar vida.”

Pela primeira vez foi iniciado o debate sobre o papel potencial de standards globais nos processos de ensaios clínicos, com representantes da Alliance for Clinical Research Excellence and Safety (ACRES), da Pfizer, da Sanofi e da Dana Faber Cancer Institute. que partilharam a sua visão sobre a futura utilização de Standards GS1.

Nesta edição, a Australia Capital Territory (ACT) Health e a Aarhus University Hospital da Dinamarca, foram os prestadores de cuidados de Saúde premiados com o prémio GS1 Healthcare Provider Awards pela implementação dos Standards GS1. O Canberra Hospital, unidade integrada no ACT Health, utilizou os Standards GS1 na identificação dos pacientes no sentido de associar as amostras de sangue corretas aos pacientes corretos.  O Aarhus Hospital implementou o Standard GS1 para partilha – EPCIS – para acompanhar a circulação de materiais hospitalares dentro do hospital.

A conferência foi encerrada por Sorrel King da fundação Josie King. Sorrel partilhou a história da sua filha que morreu devido a erros médicos, relembrando a audiência da necessidade de melhorar a segurança do Paciente, mantendo sempre o foco no Paciente e sua família.

Fonte: Comunicado de Imprensa GS1 Global