Blockchain cada vez mais próxima do retalho nacional

A tecnologia que está na base das moedas virtuais faz parte das tendências colaborativas identificadas na 6ª edição do Estudo dos Níveis de Serviço Supply Chain do Grande Consumo, benchmarking realizado anualmente pela GS1 Portugal, desde 2013.

Os retalhistas portugueses já estão a olhar para a blockchain como mais uma forma de conferir eficiência aos processos de negócio. Multiplicam-se os casos de estudo, do setor público ao privado, do estacionamento à energia.

A blockchain entrou no vocabulário dos portugueses no ano passado por ter sido a tecnologia de base das moedas virtuais. As empresas rapidamente reconheceram as vantagens de um registo virtual descentralizado e altamente completo, que seduz pela segurança que pode garantir.

Como participante na 6ª edição do Estudo dos Níveis de Serviço Supply Chain, o representante do Intermarché afirma que, “a blockchain será uma realidade a muito curto prazo a dois níveis: (1) nos produtos, como têxtil e medicamentos, para assegurar ao consumidor que não estará a adquirir produtos de contrafação; (2) nos produtos alimentares, para que o consumidor posso confirmar que compra efetivamente produtos biológicos ou para que consiga perceber como, onde e em que condições o produto foi produzido.”

Por outro lado, a blockchain continua a gerar desconfiança porque é uma tecnologia ainda imatura, pouco testada e não regulamentada. que gera confiança sem precisar de intermediários. Para o representante do Pingo Doce, “é uma tecnologia que está a amadurecer, pelo que neste momento ainda estamos expectantes relativamente aos seus standards e à sua aplicabilidade transversal ao longo das cadeias logísticas. Trará maior transparência e confiança nas transações entre todos os elos da cadeia logística.”