Febre das promoções. Parar ou avançar?

A gestão promocional foi um dos temas comentados na 6ª edição do Estudo de Níveis de Serviço, realizado pela GS1 Portugal no setor de Grande Consumo.

Um tema que se mantém atual, conforme comprova o estudo recentemente apresentado pela Nielsen, que indica que Portugal é o 4º país europeu em que a promoção adquire maior peso e quase metade das vendas (46%) no mercado nacional em 2018 foram realizadas em promoção.

Esta visão foi preconizada pelo Estudo da GS1 Portugal, com resultados apresentados no final de 2018, onde as empresas, fornecedores e retalhistas, afirmam que o consumidor português já se habituou às promoções, sendo cada vez mais difícil diferenciar a oferta. Neste panorama, todos têm uma certeza, é necessário dar valor ao Cliente nas outras variáveis.

Parar ou avançar? Estas foram as duas cartas colocadas em cima da mesa, no Estudo de Níveis de Serviço da GS1 Portugal. Foram vários os comentários dos participantes, sendo clara a opinião generalizada de que as promoções trouxeram desafios a todos os agentes da cadeia de valor.

Parar não é uma opção, visto que as tentativas de reduzir a pressão promocional têm-se mostrado infrutíferas, conforme afirma um dos participantes do estudo, “colocar um travão seria certamente uma opção mais sustentável para os setores do retalho, mas também da indústria. Tem existido pontualmente a tentativa de reduzir a pressão promocional, mas sem resultados visíveis”. Desta forma, o primeiro passo pode passar pela redução do desconto, “de 50% para 40% ou 30%. Não é possível ainda acabar com os descontos definitivamente”, afirma outro dos participantes.

Todos concordam que é obrigatório reduzir a dependência promocional, mas de que forma se contorna esta “febre das promoções”?

Criar valor para o cliente através das outras variáveis:

Distribuição

Respondendo à conveniência, que é cada vez mais uma exigência valorizada pelo cliente.

Comunicação

Com propostas de valor claras, realistas e assertivas.

Produto

Com uma diferenciação percetível.

 

Como refere um dos participantes, “para ultrapassar a febre das promoções será necessário inovar, ser criativo e proporcionar aos clientes soluções diferenciadoras, nunca deixando de propor preços justos. As ações de fidelização têm trazido bons resultados, em vários retalhistas, e acreditamos que possa vir a ser uma estratégia vencedora para contornar a pressão promocional intensa atual de baixa de preços”.

7ª Edição do Estudo dos Níveis de Serviço Grande Consumo

Este ano, o mesmo estudo volta a acontecer (ver notícia), com diferentes temáticas a serem comentadas pelos participantes.

A sustentabilidade será uma das macrotendências a ser explorada, subdividindo-se nos seguintes tópicos: impactos nos negócios, ações implementadas, inovação e qual o futuro.

“Este é um tema relevante, numa altura em que os consumidores estão cada vez mais preocupados com a pegada ambiental das marcas e, as insígnias, vêem na sustentabilidade um desafio a ser cumprido”, refere Cátia Gouveia, Gestora dos Estudos de Níveis de Serviço da GS1 Portugal.

Ser sustentável afigura-se também como uma das formas de acrescentar valor ao produto e à marca, podendo representar uma alternativa à “febre das promoções”.

As macrotendências nas Operações, na Colaboração e na utilização de Standards são as restantes três áreas a comentar pelos participantes na edição do estudo de 2019, subdivididas em temáticas mais específicas como: desafios do novo consumidor, drivers do futuro, economia colaborativa, entre outras.

Os resultados serão conhecidos a partir de Junho deste ano.

Saiba mais sobre as diferentes edições dos Estudos de Níveis de Serviço da GS1 Portugal, aqui.